Estes são os homens que, por estes dias, desbravam os caminhos da clarividência, da razão, da sapiência suprema aos portugueses. Devemos-lhes gratidão, acima de tudo.
Barra da Costa pelo tom seco e desde cedo incriminatório contra os McCann- o criminalista que já andava de dedo em riste face aos ingleses ainda estávamos nós em Abril.
Hernâni Carvalho- o homem que vê, que sabe, que sonha, que imagina, que enfabula, que concretiza o que nem Agatha Christie alguma vez poderia imaginar. Para ele Maddie não foi morta a 3 de Maio. A menina nem sequer chegou a nascer e tudo não passa de uma “manobra de diversão”, da “mente apoquentada” dos pais que inventaram aquela criança para ganhar popularidade. Moita Flores- o homem que toca os sete instrumentos: ele é vida autárquica, ele é guiões de séries em que a mulher é inevitavelmente a protagonista e ele é também o caso Maddie, temperado com muita demagogia. Que pateticamente ele disserta sobre as relações humanas. E Rui Santos: parecia que era desta que o comentador – chique do futebol veria o Scolari a dizer adeus à selecção e a Portugal, mas parece que não. O Rui estrebucha com ódio ao seleccionador e invoca as palavras do presidente da República, mas não lhe dão ouvidos.
Os senhores do Momento
Anúncios
Anúncios