Impessoal e Transmissível

Humor e devaneios pessoais

“Operação Triunfo”

ot1.jpgot.jpgot.jpgEste é o pior programa da televisão portuguesa! Haverá algo mais aberrante, mais ultrajante, nauseante para o telespectador do que assistir todas as semanas a um espectáculo em que meia dúzia de jovens, que mais não são do que parasitas desta sociedade ( mas num “upgrade level”), a tentar obter uns minutinhos de fama fáci? Que à custa de possuírem um timbrezinho um “bocadinho” mais apurado do que o do Zé Cabra pensam que têm toda a vocação deste mundo, que o mundo artístico lhes deve alguma coisa, que o país, quiçá, o planeta deve cuidar dos meninos como quem cuida de um súbdito de sua Majestade. São mimadinhos e idiotas que acham que lhes vai cair um contrato em cima do colo. Ter uma boa voz ajuda, mas trabalhar também. É a minha opinião. Anda por lá uma senhora a quem ainda não disseram que a última vez que alguém ganhou um concurso por ter feito uma carecada foi há mais de dez anos, e nem por isso, a dita cuja,  se safou muito bem posteriormente. Gosto também do lacrimejar final de todos os concorrentes. O verdadeiro talento daquele grupinho é mais para as novelas,  e mexicanas de preferência. E que dizer da apresentadora e das suas calinadas gramaticais que já vêm do tempo do “Dança comigo”. E o Jurí… ainda ajuda mais à palhaçada, à idiotia. Por que será que a Ana Bola pensa que o estúdio do concurso é um ginásio e não larga a fita no cabelo? É talvez o grande ponto de interesse deste programa. O mais intrigante, acho eu.

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Dezembro 9, 2007 Posted by | Media Crítica | 6 comentários

Entrevista polémica

A interferência do Governo no conteúdo dos Telejornais, escarrapachada este domingo na “Pública”… com isto, José Rodrigues dos Santos habilita-se a  ser o Mourinho do jornalismo português: Pôs-se a jeito (expressão dessa musa do nosso contentamento: Cláudio Ramos) para ser despedido com direito a choruda indemnização. Com uma diferença: neste caso somos todos nós que a vamos pagar

Outubro 8, 2007 Posted by | Media Crítica | 2 comentários

Os senhores do Momento

   

Estes são os homens que, por estes dias, desbravam os caminhos da clarividência, da razão, da sapiência suprema aos portugueses. Devemos-lhes gratidão, acima de tudo.
Barra da Costa pelo tom seco e desde cedo incriminatório contra os McCann- o criminalista que já andava de dedo em riste face aos ingleses ainda estávamos nós em Abril.
Hernâni Carvalho- o homem que vê, que sabe, que  sonha, que imagina, que enfabula, que concretiza o que nem Agatha Christie alguma vez poderia imaginar. Para ele Maddie não foi morta a 3 de Maio. A menina nem sequer chegou a nascer e tudo não passa de uma “manobra de diversão”, da “mente apoquentada” dos pais que inventaram aquela criança para ganhar popularidade. Moita Flores- o homem que toca os sete instrumentos: ele é vida autárquica, ele é guiões de séries em que a mulher é inevitavelmente a protagonista e ele é também o caso Maddie, temperado com muita demagogia. Que pateticamente ele disserta sobre as relações humanas. E Rui Santos: parecia que era desta que o comentador – chique do futebol veria o Scolari a dizer adeus à selecção e a Portugal, mas parece que não. O Rui estrebucha com ódio ao seleccionador e invoca as palavras do presidente da República, mas não lhe dão ouvidos.

Setembro 17, 2007 Posted by | Media Crítica | 15 comentários

O Porto Canal

Surgiu, parece que há cerca de um ano, uma plataforma de televisão regional, julgo que uma das primeiras no género em Portugal: O Porto Canal. “Televisão à moda do Porto” é o slogan. Será que este é um canal genuíno, sem pêlo na venta, arrojado, como as gentes do Norte? No que elas têm de melhor, bem entendido. Mas não! Algumas das ideias até não são más mas o resultado final prima e muito pelo amadorismo típico de quem se inicia nestas coisas. Um dos exemplos, é um programa chamado “Mentes que brilham”, destinado a divulgar o que se vai fazendo nos meios académicos e científicos do Grande Porto. O título é bom. Mas o apresentador é mau: ausência de perspicácia, e depois não tem a mínima noção do que é orientar entrevistas com científicos em que se deve atacar sempre pelo lado prático da questão. Ora este senhor deixa o entrevistado palrar, palrar, até mais não. Ontem um académico da FEUP esteve a dissertar sobre eléctrodos uma quantidade infima de tempo. Obviamente, que o espectador não tem paciência para este género de televisão. Mais: a dada altura o entrevistador com um ar de quem se julga o maior, como se estivesse a tirar uma grande cartada, dispara:”então e o financiamento do projecto?”. Outro pormenor: durante o programa inteiro, podia ler-se em oráculo: “Dr. Carlos Fonseca- Eng Químico FEUP”. Que provinciano, no mínimo. E by the way, os oráculos não são para ficar permanentemente no ecrã.
Há também uma espécie de tertúlia cor de rosa, em que dois pivots, um deles é uma espécie de Cláudio Ramos do Porto, fazem comentários sobre o que vai saindo nas revistas do género. A imbecilidade do senhor é tanta que ao pé dele o Cláudio Ramos é uma sumidade intelectual.
Antes, um programa de tarot. Mas atenção que o espectador que liga, só pode colocar uma questão à taróloga que atende pelo epíteto de “Dra Íris”, fabuloso! Vê-se que a dita senhora deve ter andado a tirar um curso de tarot por correspondência e não se sente minimamente à vontade na tarefa. É ver os cartomantes das televisões espanholas e aquilo sim é espectaculo televisivo: “Cojones, tu marido te trae con una puta y tu no haces nadíe”.
Apesar de tudo, um apontamento positivo para o programa “Consultório” em que os telespectadores podem tirar dúvidas sobre saúde com especialistas convidados. O apresentador é equilibrado q.b.

Julho 15, 2007 Posted by | Media Crítica | 8 comentários

Pivots da RTPN

A RTPN, vulgo apêndice do norte, da Rádio Televisão de Portugal ( parece que é assim que se chama agora) está pejada de pivots, principalmente- os que apresentam os noticiários da manhã- amorfos, plásticos, bem maquilhados, sorridentes, bonitas elas.   O teleponto é bem lido, mas o tom é sempre o mesmo. Não há densidade, não há espessura, não há um alternar de registo na leitura. Há cinzentismo sobretudo confundido com imparcialidade e rigor. Creio que a apresentação de noticiários televisivos só deveria ser acessível a maiores de 35 anos como a candidatura à presidência da República. Uma cara jovem e imberbe não dá credibilidade, desvia a atenção do que está a ser noticiado, enfim.
Acresce, ainda, que colocam estes jornalistas verdinhos e sem muita vocação para a tarefa a entrevistar, diariamente, um colega de profissão encarregue de fazer a revista de imprensa daquele dia. Os pivots limitam-se a lançar o tema e a dizer que sim a tudo o que o opinion-maker vai dizendo. Não há contraponto, não há argumentação, não há brilhantismo.

Junho 18, 2007 Posted by | Media Crítica | 8 comentários

A remodelação do Diário de Notícias

Muito se tem escrito sobre a recente tabloidização do D.N.
Pessoalmente gosto da inovação gráfica, das imagens a cor, das letras garrafais. Acho que o jornal ganhou nova vibração. Foi ao cabeleireiro e saíu de lá mais moderno, interessante e atraente.
É uma mudança que causou alguma confusão aos velhos leitores do D.N: que cultivava o politicamente correcto, demasiado reservado e espartilhado nos temas do costume.
Deixou a sensaboria e bem. Talvez tenha demasiado desporto e o caderno de televisão é perfeitamente escusado. Caderninhos desses proliferam e até demais noutras publicações.
Este D.N pisca o olho à leveza e qual revista cor de rosa publica uma foto-reportagem da judoca Telma Monteiro numa sessão em que a atleta enverga um vestido e aparece maquilhada.
A muitos escandaliza a mim não. Não sou uma purista destas coisas e um jornal pode informar mas também entreter, desde que os limites sejam bem calculados claro está.

Abril 17, 2007 Posted by | Media Crítica | 1 Comentário